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DIRETOR DA POLIBRASIL FALA COM EXCLUSIVIDADE
AO JP

José Ricardo Roriz Coelho
Diretor Comercial da
Polibrasil Resinas e Compostos
Nada melhor para se iniciar um novo ano do que ouvir
a palavra de líderes de nosso setor petroquímico/plástico. Pensando assim entrevistamos, com
exclusividade, José Ricardo Roriz Coelho, Diretor Comercial da Polibrasil Resinas e Compostos, dinâmico
e competente executivo que empresta, também, o brilhantismo de seu talento, como diretor de entidades ligadas
ao setor.
Veja, a seguir, alguns tópicos que destacamos de seu pronunciamento:
-“Reestruturação que o setor petroquímico brasileiro está passando não é
um acontecimento restrito ao Brasil” - “Polibrasil foi uma das primeiras empresas petroquímicas a iniciar,
há alguns anos, este processo de reestruturação” - “Nova planta da Polibrasil será
a maior unidade de produção de PP no mundo” - “Mercado do polipropileno deve crescer 10% em 2000”
- “Febraplast Net - Feira Brasileira do Plástico na Internet será o mais importante canal de comunicação
de nosso setor”
(Leia na pág. 8 a íntegra da entrevista)
ENTREVISTA COM JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO
JP: Na sua opinião, quais são os efeitos
do atual processo de reestruturação do setor petroquímico nacional?
José Ricardo: A revolução nas comunicações na última década teve
como conseqüência uma forte mudança no comércio e no fluxo internacional de capitais.
Sistemas rápidos e de baixo custo como a Internet, faz com que o consumidor final tenha acesso imediato
a qualquer novo lançamento de produtos ou serviços em qualquer parte do planeta e, onde ele poderá
adquiri-lo ao menor preço.
Esta forte competição para disputar a preferência do consumidor faz com que as empresas busquem
fabricar seus produtos em locais de menor custo, com ganhos de escala, melhoria de produtividade e sistema de logística
adequado, medido através das melhores práticas e indicadores disponíveis no mundo (benchmark).
Além de tudo isto, é imprescindível para as empresas estar cada vez mais perto do consumidor
final, conhecer melhor as peculiaridades do mercado em que atuam, sendo este o grande desafio deste fenômeno
denominado de
globalização.
Portanto a restruturação que o setor petroquímico brasileiro está passando, não
é um acontecimento restrito ao Brasil ou deste segmento industrial. Fusões, incorporações,
aquisições, alianças são ações que vêm se multiplicando em todas
as regiões, de modo a adequarem as empresas a esta nova realidade mundial. Sem dúvida os fluxos financeiros
internacionais vão buscar projetos que sejam compatíveis com este cenário e que tragam retorno
adequado aos investimentos necessários, e preferencialmente naqueles países onde coexistem um ambiente
político-econômico - social favorável e equilibrado.
Dentro deste quadro a Polibrasil Resinas S/A foi uma das primeiras petroquímicas brasileira que já
há alguns anos iniciou este processo de reestruturação, contando hoje com 03 fábricas
localizadas em: Mauá/SP, Camaçari/BA e Duque de Caxias/RJ, e em construção uma nova
fábrica em Mauá/SP, com inicio de produção previsto para o final de 2001.
A Polibrasil está pronta para enfrentar os desafios de um mercado que estará cada vez mais competitivo
na próxima década. A nova planta da Polibrasil será a maior unidade de produção
de PP no mundo e com a mais moderna tecnologia para a produção do produto . É a empresa que
melhor conhece o mercado de Polipropileno no Brasil, produto que é o seu foco principal, tendo sido a primeira
empresa a produzir esta resina em nosso país.
Todas as nossas operações contam com uma forte relação comercial com nossos fornecedores
de propeno (PQU, Petrobras e Copene), além do suporte de nossos acionistas - Cia Suzano de Papel e Celulose,
empresa com forte tradição industrial no Brasil e com expressiva participação na área
de papel e celulose e petroquímica e a Montell (Shell) que é a maior produtora mundial de polipropileno
(12,8 milhões de toneladas ano) e detentora da tecnologia Spheripol, e conforme já anunciado encontra-se
em processo de fusão com a Targor e Elenac (BASF) que a tornará uma das maiores produtoras mundiais
de Termoplásticos.
JP: O senhor acredita que as expectativas otimistas de aquecimento da economia para o ano 2000 terão reflexo
nos setores petroquímico/plástico?
José Ricardo: Acreditamos que com a retomada do crescimento econômico, com a projeção
de um PIB de 3,5%, o setor petroquímico também irá se expandir e o mercado de Polipropileno
crescerá em torno de 10%. Estão surgindo cada dia mais novas aplicações em plástico
e o consumo per capita brasileiro de plástico ainda é pequeno comparado a outros países, portanto
temos grande potencial de crescimento.
JP: Quais são os planos da Polibrasil de expansão ou de construção de novas unidades
para os próximos anos?
José Ricardo: A Polibrasil terá uma nova planta no segundo semestre de 2001 no Polo Petroquímico
de Capuava. Serão 300 mil toneladas de produção anuais, através da mais nova versão
da tecnologia Spheripol, criada e aperfeiçoada a limites nunca antes imaginados da Montell. A nova unidade
da Polibrasil em Mauá, possuirá a última palavra em termos de catalisadores altamente especializados,
processos otimizados e ambientalmente limpos, e sistemas de garantia de qualidade que incluirão avançado
sistema de controle, com alto grau de automação e confiabilidade.
A tradução de tudo isso para seus clientes - parceiros e aliados ao sucesso de nosso negócio
- será: qualidade, flexibilidade e consistência.
JP: Qual a sua opinião sobre o novo empreendimento do JP: A Febraplast Net - Feira Brasileira de Plásticos,
“365 dias e 365 noites no ar”, na Internet?
José Ricardo: A Febraplast Net é uma grande idéia e uma ferramenta fundamental para a modernização
e estruturação do setor de plástico rumo às novas necessidades de comercialização
e informações virtuais. Por ter uma abrangência mundial se torna o mais importante canal de
comunicação do nosso setor.
N.R.: Estávamos no “fechamento” desta edição quando recebemos a notícia da certificação
da Polibrasil pela norma Iso 14001.
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